quinta-feira, 24 de maio de 2012

É tudo tão belo e tão vermelho


Eis o começo da história e o começo da sedução com tons de vermelho...

                                                                     Capítulo I 

                  A noite estava quase chegando ao seu fim e ainda assim passava alguns carro pelas ruas daquele bairro central da cidade, naquele lugar o silêncio nunca chegava de fato, apenas diminuia o barulho nas madrugadas para voltar os carros, as pessoas apressadas e algumas outras coisas que nem todos sabem que existem, uma dessas coisas acabou de entrar no prédio em que mora atualmente Amanda que começa a sentir o sono chegar. A aparência dessa criatura lembrava muito um lorde inglês... usave um belo terno preto, alto, cabelo bem cortado e magro, tinha direito até de uma bengala aparentemente muito valiosa, andava com classe com seus sapatas emitindo sons até chegar na portaria e descobrir o número da pequena vampira que até agora só pensa em sossego – o porteiro disse sem fazer cerimônia, com uma voz mecânica informou ao visitante e depois voltou para seu livro de palavras cruzadas, um minuto de espera pelo elevador e o tal “lorde inglês” já se dirigia para encontrar o seu destino.
                     Na tela de seu notebook, a menina olhava uma foto de uma menina, muito parecida com ela... loira, cabelos médios com um corpo sem as proporções de uma mulher adulta, a diferença é que a menina da foto corria muito alegre em um dia pisando em uma neve que, para Amanda era absurdamente branca, o que a fez pensar que aquilo não poderia ser natural, apenas aqueles retoques tão comuns nos dias de hoje para deixar tudo mais atraente. Ela muda de foto e a mesma menina, agora sentada a mesa, pronta para começar a sua refeição com o garfo e a faca em mãos, igualmente sorridente, a luz do sol ao fundo parecia a luz de algum holofote e não a luz comum do sol. “É... quem pode sorrir, que sorria, mesmo sendo um sorriso tão falso como dessa menina, me acostumei com o sorriso da Simone e agora todo mundo é falso, mas o que se pode fazer agora... o que se foi, se foi e não mais voltará, como costumava dizer a Irene, as unicas coisas que não partem são aqueles três...” os pensamentos da menina são interrompidos por duas fortes batidas na porta de seu apartamento, gerando estranhamento, mas nem por isso ela deixaria de atender a tal pessoa que não gostava de dormir de madrugada e ela, descalça, de top e de saia abre a porta e nada encontra, ela olha para a direita e depois para a esquerda daquele corredor silêncioso e nenhum movimento, Amanda também olha para cima, mesmo porque nunca se sabe o que se pode aparecer em sua casa nesses últimos tempos, mas no teto não havia nada, o que deixou a menina um tanto curiosa com aquelas duas batidas, o que fez com que ela tracasse sua casa, descer até a recepção e perguntar para o porteiro se alguém tinha ido encontrá-la e a resposta foi que desde da hora em que ele começou seu turno até aquele instante, ninguém havia entrado no prédio, mesmo com essa curiosidade, os olhos da vampira não evitaram de olhar a véia do pescoço que se mostrava, ela não estava com fome naquela noite, mas em outras situações aquele porteiro poderia ser uma boa opção. Sem mais nada para conversar, Amanda se despede da melhor forma possível e até voltar para seu notebook seus olhos sonolentos não observaram absolutamente nada de errado, ela se senta na sua cama e volta a olhar as fotos da menina do sorriso falso.

Continua...

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