sábado, 26 de maio de 2012


            A agua quente despertava os sentidos de Amanda, apesar da estranha figura esperando em seu quarto, ela ainda tinha seus problemas para resolver, e claro, que o homem sem sombra tinha entrado em sua casa com mais complicações, mas que nem por isso ela tenha ou possa resolver, nesses últimos anos, a menina aprendeu que nem tudo ela pode abraçar e ajudar. “O elemento não tem sombra e fala mais que politico, pelo menos é educado... até certo ponto, claro, entrar na minha casa sem ser convidado não foi nada legal e ele poderia ter me esperado na sala também... durante o dia ele deve ter mexido em alguma coisa aqui, melhor colocar ordem nessa droga.” Ela termina o seu banho e coloca um roupão preto, sendo a única roupa que se encontrava ali no banheiro, chegando ao quarto, Amanda apenas aponta a sala para o visitante que entende a necessidade de deixar o quarto para que ela possa de se trocar e sem demora ela veste um top vermelho e um short curto velho e vai ao encontro de sua visita inesperada.
            - Muito bem “Afonso”, quero que preste atenção agora: nunca mais entre em minha casa sem ser convidado e nunca permaneça nela também sem ser convidado, se mexeu em alguma coisa minha, sugiro que me diga agora antes que eu mesma perceba e não, não posso dar certeza que poderei te ajudar, independente do que seja que vá me dizer. Afonso observava a pequena criatura falar com firmesa enquanto enxugava seu cabelo com uma toalha , no rosto do invasor podia se notar um certo sorriso amargo, talvez por estar ali contra a sua vontade ou por perceber algo que perdeu vendo a imagem de Amanda saindo do quarto. 
       - Eu peço desculpas, gostaria que pudessemos nos conhecer de uma outra forma, mas eu realmente não tive muitas alternativas e para falar a verdade, eu tentei mexer em seu notebook mais não tive forças, o que fez a minha espera um tanto longa até a senhorita acordar... não tive forças porque o esforço que faço para ser visto por qualquer ser vivente é tremendo e esforço maior para tocar ou fazer algo do tipo, algo que não consegui fazer com seu notebook. Afonso passa a sua mão através do sofá para demonstrar a verdade para o espanto de Amanda. A razão de estar aqui é que a minha antiga esposa ainda me ama e acredita que pode me trazer de volta a vida, descobri que ela esta sendo enganada por um trapaceiro que a usa para trazê-lo ao plano físico, duas pessoas que se encontram na mesma “situação” que eu tentaram resolver e se encontram presas, acredito que, se tentar, também ficarei preso e então me foi sugerido procurar alguém de condição “fisica” e é aí que a senhorita entra na história, uma vez que é a unica pessoa “extra-normal” nas redondezas e com ligação com o anormal. Um olhar de desconfiança estava no rosto da menina, ela não precisava falar alguma coisa para expressar a sua curiosidade em saber o que Afonso saberia dela. Eu sei o que o outro lado me contou... que a senhorita passou a maior parte da sua existência em uma região proxima da cidade, é proxima de um mortal há mais de vinte anos e que possui uma força muito acima da média entre seus iguais, a origem dessa força é desconhecida para a maioria deles, mas não por aqueles que passaram pela desincorporação há mais de uma década, sua amizade com Irene também é de conhecimento de todos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um novo post para continuar com a escrita, caso tenha lido, deixe um comentário, criticas são sempre bem vindas.


            - A jovem dessas fotos não é tão bela quanto a senhorita, se me permite a observação. Um cheiro de hortelã invadiu o apartamento quando Amanda ouviu a voz calma daquele sujeito que agora estava a sua frente segurando uma bela bengala com as duas mãos, a vampira não chegou a fazer nenhum grande movimento, apenas ergueu levemente seu rosto para ver quem era a pessoa que tinha acabado de elogiá-la, sua vista já estava meio cansada, seu corpo cada vez mais pesado, o invasor percebera a expressão de curiosidade e voltou a falar. -Perdão por não me apresentar. Meu nome Afonso e estou aqui para pedir ajuda e lamento por chegar nesse horário, acredito que ja esteja na hora de seres como a senhorita dormir, não é? Por favor, não se incomode comigo, eu espero. Tudo estava muito dificil para Amanda, tudo cada vez mais lento e na medida em que o sol iluminava a cidade, a consciência da menina caia na escuridão até que ela caia com a cabeça ao lado do notebook ainda ligado enquanto que o invasor permanecia imóvel na sua frente.

                                                                            II

                  O som das mensagens enviadas por alguém através do messenger acordou Amanda, ela somente olhou para a tela, conferiu a hora e clicou na barra de tarefas para ver quem queria conversar com ela, era F. dizendo que os três foram a sua procura, mas nada tinha ocorrido de greve, a menina esfrega seus olhos lembrando da imagem que tivera na última madrugada do homem bem vestido em frente de sua cama, mas para a sua surpresa, a mesma figura permanece ali parada, exatamente na mesma posição da madrugada, segurando a bengala e com os olhos fixos em Amanda.
- Boa noite, senhorita. Espero que tenha descançado durante esse dia, quando se acorda tudo parece menos complicado, não concorda? Amanda se sentava ainda na cama, se preparando para uma eventual luta, mas aquele homem apenas falava e aquele mesmo cheiro de hortelã permanecia no apartamento. Peço desculpas por entrar sem ser convidado, na minha atual situação eu não recebo muitos convites para qualquer coisa e claro que estou aqui apenas para conversar e se for de sua vontade, eu posso esperar mais alguns instantes até a senhorita se preparar para esta bela noite de verão. Um leve sorriso no rosto do homem se mostrou quando ele terminou de falar e olhou para a janela e a menina estava com a impressão de ter em sua frente uma pessoa que gosta muito de falar além da conta e ela, neste momento não estava muito interessada em conversa, queria apenas tomar um banho e trocar de roupa, o que fez com que Amanda se levantar e entrar no banheiro sem dizer nenhuma palavra, mas não sem perceber que aquele homem ali parado não projetava sombra alguma.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

É tudo tão belo e tão vermelho


Eis o começo da história e o começo da sedução com tons de vermelho...

                                                                     Capítulo I 

                  A noite estava quase chegando ao seu fim e ainda assim passava alguns carro pelas ruas daquele bairro central da cidade, naquele lugar o silêncio nunca chegava de fato, apenas diminuia o barulho nas madrugadas para voltar os carros, as pessoas apressadas e algumas outras coisas que nem todos sabem que existem, uma dessas coisas acabou de entrar no prédio em que mora atualmente Amanda que começa a sentir o sono chegar. A aparência dessa criatura lembrava muito um lorde inglês... usave um belo terno preto, alto, cabelo bem cortado e magro, tinha direito até de uma bengala aparentemente muito valiosa, andava com classe com seus sapatas emitindo sons até chegar na portaria e descobrir o número da pequena vampira que até agora só pensa em sossego – o porteiro disse sem fazer cerimônia, com uma voz mecânica informou ao visitante e depois voltou para seu livro de palavras cruzadas, um minuto de espera pelo elevador e o tal “lorde inglês” já se dirigia para encontrar o seu destino.
                     Na tela de seu notebook, a menina olhava uma foto de uma menina, muito parecida com ela... loira, cabelos médios com um corpo sem as proporções de uma mulher adulta, a diferença é que a menina da foto corria muito alegre em um dia pisando em uma neve que, para Amanda era absurdamente branca, o que a fez pensar que aquilo não poderia ser natural, apenas aqueles retoques tão comuns nos dias de hoje para deixar tudo mais atraente. Ela muda de foto e a mesma menina, agora sentada a mesa, pronta para começar a sua refeição com o garfo e a faca em mãos, igualmente sorridente, a luz do sol ao fundo parecia a luz de algum holofote e não a luz comum do sol. “É... quem pode sorrir, que sorria, mesmo sendo um sorriso tão falso como dessa menina, me acostumei com o sorriso da Simone e agora todo mundo é falso, mas o que se pode fazer agora... o que se foi, se foi e não mais voltará, como costumava dizer a Irene, as unicas coisas que não partem são aqueles três...” os pensamentos da menina são interrompidos por duas fortes batidas na porta de seu apartamento, gerando estranhamento, mas nem por isso ela deixaria de atender a tal pessoa que não gostava de dormir de madrugada e ela, descalça, de top e de saia abre a porta e nada encontra, ela olha para a direita e depois para a esquerda daquele corredor silêncioso e nenhum movimento, Amanda também olha para cima, mesmo porque nunca se sabe o que se pode aparecer em sua casa nesses últimos tempos, mas no teto não havia nada, o que deixou a menina um tanto curiosa com aquelas duas batidas, o que fez com que ela tracasse sua casa, descer até a recepção e perguntar para o porteiro se alguém tinha ido encontrá-la e a resposta foi que desde da hora em que ele começou seu turno até aquele instante, ninguém havia entrado no prédio, mesmo com essa curiosidade, os olhos da vampira não evitaram de olhar a véia do pescoço que se mostrava, ela não estava com fome naquela noite, mas em outras situações aquele porteiro poderia ser uma boa opção. Sem mais nada para conversar, Amanda se despede da melhor forma possível e até voltar para seu notebook seus olhos sonolentos não observaram absolutamente nada de errado, ela se senta na sua cama e volta a olhar as fotos da menina do sorriso falso.

Continua...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Apresentação

Espaço criado para divulgação das histórias de minha personagem favorita, uma vampirinha de Curitiba que busca entender esse nosso mundo e as histórias não seguem necessarimante uma ordem cronologica.
Espero que gostem.